Mourão critica Ford por sair do Brasil e seguir na Argentina

12/01/2021

O vice-presidente, Hamilton Mourão, voltou a criticar a decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil. Nesta terça-feira (12) de manhã, em Brasília, disse que os argumentos da montadora "são meio fracos", uma vez que optou por seguir operando na Argentina.

“A Ford ganhou bastante dinheiro aqui no Brasil, recebeu incentivos, então poderia ter esperado aí, né? A gente entende que no mundo inteiro a empresa está passando por problemas, a indústria automobilística está passando por problemas, está havendo uma mudança. Mas eu acho que nosso mercado tem plenas condições de assimilar, a partir do momento que se retomar a economia de uma forma normal. Aí vai fabricar na Argentina? Acho que os argumentos que ela colocou são meio fracos", disparou o vice-presidente.

A montadora norte-americana Ford anunciou nesta segunda-feira (11) que vai fechar suas três fábricas no Brasil neste ano e assumir encargos de cerca de R$ 22,55 bilhões (US$ 4,1 bilhões), já que a pandemia de covid-19 ampliou o nível de ociosidade de sua capacidade de produção.

A produção cessará imediatamente nas fábricas da Ford em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), com a produção de algumas peças ainda sendo mantida por alguns meses para sustentar os estoques para vendas de reposição. A planta da Troller em Horizonte (CE), continuará operando até o quarto trimestre.

Questionado sobre a possibilidade de se reverter o quadro em caso de aprovação da reforma tributária, Mourão destacou que, de fato, há o aspecto do "custo Brasil". E as mudanças na forma de cobrança dos impostos podem diminui-lo, mas voltou a frisar sua crítica à decisão da empresa de sair do Brasil e continuar fabricando carros no país vizinho.

"Tem essa questão do custo Brasil, mas ela tá fabricando num país que tem problemas, que é a Argentina. Apesar de ser uma economia dolarizada, de acordo com quem mais é entendido do assunto. Isso favorece a atividade de uma empresa dessa natureza."

Sobre as declarações do candidato apoiado pelo governo à presidência na Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o qual afirmou ontem que a reforma tributária não será prioridade caso seja eleito, Mourão disse que esse processo tem de ser conduzido pelo Executivo.

R7.com

Mourão critica Ford por sair do Brasil e seguir na Argentina

'A Ford ganhou bastante dinheiro aqui no Brasil, recebeu incentivos, então poderia ter esperado aí, né? ', afirmou

  • BRASIL ¦ Do R7
  • 12/01/2021 - 10H38(ATUALIZADO EM 12/01/2021 - 10H46)
  • voltou a criticar a decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil. Nesta terça-feira (12) de manhã, em Brasília, disse que os argumentos da montadora "são meio fracos", uma vez que optou por seguir operando na Argentina.

    “A Ford ganhou bastante dinheiro aqui no Brasil, recebeu incentivos, então poderia ter esperado aí, né? A gente entende que no mundo inteiro a empresa está passando por problemas, a indústria automobilística está passando por problemas, está havendo uma mudança. Mas eu acho que nosso mercado tem plenas condições de assimilar, a partir do momento que se retomar a economia de uma forma normal. Aí vai fabricar na Argentina? Acho que os argumentos que ela colocou são meio fracos", disparou o vice-presidente.

    A montadora norte-americana Ford anunciou nesta segunda-feira (11) que vai fechar suas três fábricas no Brasil neste ano e assumir encargos de cerca de R$ 22,55 bilhões (US$ 4,1 bilhões), já que a pandemia de covid-19 ampliou o nível de ociosidade de sua capacidade de produção.

    A produção cessará imediatamente nas fábricas da Ford em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), com a produção de algumas peças ainda sendo mantida por alguns meses para sustentar os estoques para vendas de reposição. A planta da Troller em Horizonte (CE), continuará operando até o quarto trimestre.

    Questionado sobre a possibilidade de se reverter o quadro em caso de aprovação da reforma tributária, Mourão destacou que, de fato, há o aspecto do "custo Brasil". E as mudanças na forma de cobrança dos impostos podem diminui-lo, mas voltou a frisar sua crítica à decisão da empresa de sair do Brasil e continuar fabricando carros no país vizinho.

    "Tem essa questão do custo Brasil, mas ela tá fabricando num país que tem problemas, que é a Argentina. Apesar de ser uma economia dolarizada, de acordo com quem mais é entendido do assunto. Isso favorece a atividade de uma empresa dessa natureza."

    Sobre as declarações do candidato apoiado pelo governo à presidência na Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o qual afirmou ontem que a reforma tributária não será prioridade caso seja eleito, Mourão disse que esse processo tem de ser conduzido pelo Executivo.

    “Isso aí é uma declaração do deputado Arthur Lira. Acho que esse processo (sobre qual reforma priorizar) tem que ser conduzido a partir do Executivo. Aí o ministro Paulo Guedes, junto com o presidente, eles que traçam essas prioridades", disse.

    A respeito do apoio do PT ao senador Rodrigo Pacheco (DEM) à presidência da Casa, candidato de Jair Bolsonaro, Mourão sorriu e ironizou. "Na minha visão, o PT apoia na Câmara um candidato e no Senado outro. É um troço meio disfuncional", finalizou.

Senado: ex-aliado de Bolsonaro, Major Olímpio lança candidatura

12/01/2021

Em fevereiro de 2019, o recém-eleito senador Major Olímpio (PSL-SP) se candidatou à presidência do Senado prometendo alinhamento total com o presidente Jair Bolsonaro, que acabara de assumir o mandato.

Dois anos depois, o senador entra novamente na disputa à presidência da Casa, mas desta vez como oposição ao governo. No lançamento oficial de sua candidatura, nesta terça-feira (12), o policial militar vai usar como discurso político a aproximação de Bolsonaro com o PT. 

O partido comandado pelo ex-presidente Lula declarou nessa terça-feira (11) apoio ao senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato do atual presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) e do presidente Jair Bolsonaro. A formação do bloco de apoio a Pacheco, que agora reúne seis partidos: DEM, PROS, PSC, PSD, PT e Republicanos, e total de 29 senadores.

Na Câmara, o PT também se aliou ao DEM em torno na candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP), mas está de lado oposto a Bolsonaro, que tem como candidato o alagoano Arthur Lira (PP). 

Assim como em 2019, a candidatura de Major Olímpio terá o papel de marcar posição. Há dois anos atrás ele retirou a candidatura no dia da eleição em apoio a Alcolumbre e para derrotar Renan Calheiros (MDB-AL). Com a maior bancada no Senado, que pode chegar a 15 senadores com novas filiações nesta semana, o MDB ainda não definiu o seu candidato e está entre o líder da bancada, Eduardo Braga (AM) e a presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Simone Tebet (MS). 

Bolsonaro diz que reza para 'não fecharem tudo de novo' no país

12/01/2021

O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta terça-feira (12), durante a cerimônia de aniversário de 160 anos da Caixa, que reza para que governadores e prefeitos não fechem de novo seus Estados e municípios para combater o avanço da covid-19. Ele voltou a dizer que vida e economia andam juntas. 

Bolsonaro declarou que a "política não pensada do feche tudo, a economia a gente vê depois" por pouco não causou uma crise ainda maior no país. "Peço a Deus para iluminar os prefeitos e governadores para não fecharem tudo."

Segundo o presidente, o governo federal soube dar as respostas que o povo precisava em meio à pandemia. Citou a descoberta dos "invisíveis", 38 milhões de brasileiros que jamais haviam recebido qualquer benefício público, mas foram assistidos pelo auxílio emergencial, e as medidas do Ministério da Economia para preservar os empregos.

"Um governo, um povo, que mesmo em momentos difíceis, superou desafios, respeitamos a todos e trabalhamos arduamente. Nós não esmorecemos, buscamos alternativas. Um governo que não ceifou um só emprego, muito pelo contrário: manteve milhões de empregados pelo Brasil."

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